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terça-feira, 17 de junho de 2014

Motos BMW's e Recall's - porque tantos, afinal?

Volta e meia a BMW Motorrad vem emitindo chamados de "recall's" de diversas de suas motos. Com isso, tenho visto muitas reclamações de proprietários, potenciais compradores e sobretudo de antipáticos à marca bávara apontando que a BMW "não respeita seus consumidores", sob alegação - dentre outras - de que é inadmissível colocar no mercado uma moto tão cara com tantos "bugs" que vão na sequência requerer "recall". Perguntam-se também por que, com tantos recall's, insisto em ter somente BMW's, em vez de partir para as concorrentes, que, além de tudo, são "muito mais baratas", dizem.


Tenho bons motivos, respondo... E questionam-me não se dando por vencidos: mas o que é e porque tantos "recall's" nas motos BMW's?

"Recall", numa tradução simples, seria "chamar de volta". Em se tratando de veículos, é o "chamar de volta" para efetuar algum conserto ou troca de peça específica, sempre que se descubra potencial probabilidade de problema que possa comprometer a segurança.

E o que compromete a segurança em uma moto? Praticamente TUDO! Um simples parafuso pode gerar um potencial problema de segurança. Imagine um parafuso que sustenta o motor soltando-se ou quebrando por defeito de fabricação, um parafuso da pinça de freios sem a devida fixação, um parafuso da mesa de direção que... Bem! Acho que você já entendeu!

Sendo composta de milhares de peças, fica evidente que uma destas pode ter defeito de fabricação, seja em uma unidade e/ou em um lote. Imagine uma máquina automatizada produzindo parafusos ou juntas e, lá pelas tantas, sofre desregulagem por ação externa ou desgaste da própria máquina e começa a produzir uma junta "mordida", com falha ou micrômetros menor ou maior do que deveria. Imagine agora que tais juntas passaram batidas pelo controle de qualidade e acabaram sendo montadas em eixos cardãs de BMW's R1200GS ou então na vedação do sensor do cavalete lateral... Quando é que a BMW poderá descobrir a falha? Talvez nunca. Talvez assim que dois ou mais proprietários reclamarem do mesmo problema! 

Pronto! Foi acesso o estopim para um recall, procedimento dispendioso para a marca, pois além de fazer o chamamento de inúmeros proprietários, tem de colocar mecânicos, agendadores de serviços e outros à postos para atenderem a demanda de troca de peça que PODE (isso não é uma certeza), vir a, quem sabe, um dia, sob condições X, Y ou Z, apresentar defeito.

É claro que nenhuma montadora faz "recall" pura e simplesmente de "boazinha". Dentre outros motivos, procura se preservar de futuros processos judicial de responsabilização/indenização por conta de eventual acidente ocasionado por falha de determinada peça. 

Aí você pensa... Mas no Brasil isso "cola"?

Enquanto advogado, deixe-me lhe dizer a realidade no Brasil... Quando muito, depois de longa batalha judicial que por vezes leva dez anos ou mais, você consegue uma indenização que se pagar as custas iniciais do processo e honorários de seu advogado, já é muito. Com efeito, já vi indenizações por danos morais GRAVES não passando de R$ 10.000,00 e indenizações por MORTE na justiça do trabalho em cifras não maiores do que R$ 5.000,00. Isso mesmo! Você leu direito! Cinco mil reais! A vida humana aqui não vale muito mais do que isso... Indenizações milionárias como se vê em filmes americanos, só lá acontece. No Brasil, está muito longe de ocorrer!

Assim, fora a preocupação com a imagem da marca e com o cliente, pode ter absoluta certeza que outra razão não teria a BMW ou qualquer outra marca para replicar recall's em solo brasileiro.

Por fim, deixe-me falar de um caso particular envolvendo recall's e uma moto Buell que tenho. Enquanto "lá fora" pelos idos de 2002 a 2006 houveram recall's desta marca de a) suporte do pezinho (podia quebrar. A minha quebrou. trocado...); b) rolamento de rodas (podiam quebrar. O da roda traseira da minha quebrou. Trocados todos rolamentos); c) ventoinha (podia trancar por quebra de rolamento. A minha travou. Troquei o conjunto); d) retentores das bengalas (podiam vazar. A minha... Bom. Troquei) e outros que não me lembro mais, sabem quantos anunciaram aqui? NENHUM! Isso mesmo! Procedi as trocas ou de meu próprio bolso, ou levando à concessionária o informativo estrangeiro exigindo o serviço, feito com muita má-vontade, como se fosse um favor... 

E não se engane que isso aconteceu somente comigo e minha moto! Tenho ouvido INÚMEROS relatos de diversos outros proprietários de motos das mais diversas marcas, com problemas IDÊNTICOS para determinado modelo que simplesmente não são chamados à recall, como se tais problemas fossem meras coincidências. Coincidências de falhas mecânicas? Hein?

Quanto a BMW, entre no site  BMW Motorrad e vá até a aba "Pós-Vendas". Pois é. Está tudo ali. Preto no branco.

E aí você não fica se perguntando PORQUÊ as outras marcas não fazem recall's? Será que você é ingênuo a tal ponto que acredita piamente que somente as motos BMW sofrem recall's ou tem defeitos em peças?

Digite "recall Triumph", "recall Yamaha", recall a marca da sua moto, e vais ver que não só a BMW sofre de "problemas" de recall's mas todas as marcas de motos que se prezem. Umas mais, outras menos, o importante é chamarem ao recall. 

Num suspiro final, talvez alguém ainda vá murmurar: "Mas antes não tinha tanto disso..."


De minha parte, prefiro 100 recall's do que o descaso com o consumidor. 

E você? Continua preferindo a inexistência de um recall?    

Pense nisso, enquanto lhes digo...

Até breve!!!



Crédito das fotos:
Google images

A A&K Motorcycle Rentals está sempre atenta a eventuais recall's de suas motocicletas BMW GS's, assim como solicita a clientes que reportem qualquer problema que porventura verifiquem, ainda que ínfimos. Além disso, mantém as mesmas com revisões estritamente em dia, realizando também um check up completo de cada moto depois e antes de cada nova locação.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Cases plásticos originais ou metálicos? Qual a melhor opção?

Na hora de equipar a moto com cases laterais e top case, sobretudo em se tratando de big trails, sempre surgem dúvidas sobre quais utilizar. Cases originais da moto, normalmente plásticos, ou cases metálicos? E no caso dos últimos, quais escolher e o que considerar na escolha? Quais os prós e contras de cada um?


Estética. Talvez seja a única palavra que defina a opção por cases originais plásticos, como são, por exemplo, os da BMW F800GS e das R1200GS. Qualquer outra coisa que se diga pode ser duvidoso.  Ah... Mas a F800GS Adventure e a R1200GS Adventure tem cases metálicos... Porque será? Será que é só a questão preço envolvida, já que os metálicos são infinitamente mais caros? Você nunca se perguntou isso? Já não seria um indício que "há algo errado" com cases plásticos?

Apesar de esteticamente melhores (o que também discutível, pois tudo depende de gosto, algo totalmente subjetivo em se tratando de acessórios de motos), de nosso ponto de vista - se é que vamos considerá-los bonitos - para aí o benefício de se utilizar cases plásticos, por melhores que estes sejam. Se a estética é o maior ponto ao seu favor, é igualmente o maior em seu desfavor. Isso porque com qualquer arranhão nos mesmos nunca mais terão a mesma cara, por mais que você tente poli-los ou remendá-los. E com conhecimento de causa, lhes digo: como arranham fácil! Um verdadeiro inferno! Qualquer encostão em uma parede, pimba! Seu case estará para todo sempre cheio de marcas, desvalorizado. Uma queda então, torça para não ter o case arrancado da moto e quebrado em seu suporte, inviabilizando recolocá-lo na moto, o que lhe dará uma grande dor de cabeça.

"Mecanicamente" falando, infinitamente mais frágeis do que qualquer metálico, nem pense em fazer um "off road" com os cases laterais montados e tampouco com top case, por mais vazios que estejam e mais leve que seja o off. A probabilidade do top case sair voando é enorme. Basta uma rápida pesquisada no google para comprovar a assertiva.

Ok! Mas... Se é "tão ruim" assim, porque muitos optam ainda por cases plásticos? Só estética?

Negativo!

O ponto fundamental talvez seja: preço! E não por outra que as motos BMW F800GS Adventure e R1200GS Adventure só aceitam, em tese, cases metálicos, já vindo inclusive com o suporte para os mesmos, quase que "obrigando" sua colocação, pois originais plásticos (os Vario da imagem acima) da F800GS "normal" ou R1200GS versão "normal" (sport, sport plus ou premium) não encaixam nelas. O fabricante destas motos partem do pressuposto que se o comprador pode pagar mais pela versão "top" delas, pode igualmente pagar mais por acessórios para a mesma. Mas e quem sabe utilizar cases plásticos paralelos, como, por exemplo, os Givi? Gosto, como já disse, é discutível. Para o meu gosto, ficam horrorosos!!! Além de deixar a moto para lá de larga, transformando-a em um verdadeiro transtorno no trânsito travado das grandes cidades, pelas quais invariavelmente você terá, de um jeito ou de outro, passar. Só que daí você esbarra no problema que já falamos... O preço! Um conjunto de cases metálicos laterais e top case originais BMW passam fácil, fácil dos R$ 8.000,00 para a F800GS Adventure e chegam aos R$ 10.000,00 ou mais na concessionária para a R1200GS Adventure nova. Não sei o que você pensa disso, mas eu acho um verdadeiro e desmedido absurdo!

E o contraponto? No que os cases metálicos ganham? E porque, afinal, são tão caros?

Quanto ao preço, muito simples... Primeiro que cases plásticos são injetados, feitos praticamente 100% por máquinas. Os metálicos, ao contrário, são praticamente "artesanais", envolvendo muito do trabalho braçal em sua montagem. Não raro, são dobrados e soldados com considerável esforço físico, um a um, perdendo-se, volta e meia, algumas peças que acabam por questão de milímetros no erro da dobragem, não encaixando. Viram lixo, e tudo isso tem um custo. Segundo, que plástico é muito mais barato que alumínio, este metal de fabricação dispendiosa. Veja quanto custa um quilo de alumínio e um quilo de plástico. E, finalmente, porque são de qualidade melhor em termos de resistência. Ora, um tanque de guerra é muito mais caro do que um carro popular!

Ainda não vi vantagem, fora não arranharem, serem mais resistentes...

Quer mais ainda?

A questão da praticidade e da troca, utilização em mais de uma moto! Com um conjunto bom de cases metálicos, você troca de moto e não troca de cases. No máximo trocará o suporte! E só isso já vale o investimento. Porque não se engane! Na hora de vender a moto ninguém vai lhe pagar nem a metade do que você pagou por um case plástico ou qualquer outro acessório que tenha colocado na moto. Nessa toada, se você tem mais de uma moto, e um case metálico bom que não o original da moto, é um paraíso! Tire o case de uma, coloque em outra e pronto! Vá de BMW F800GS ou Triumph Tiger, mesmo case. Só muda o suporte. O que melhor? O outrora gasto, passa a ser economia das grandes!

Como se não bastasse, você ainda pode comprar bolsas para cases metálicos e facilitar o transporte de sua bagagem. É só tirar as mesmas dos cases e subir para o hotel. Acabou a preocupação de levar pesados cases, ainda que plásticos (não pense que são leves, porque não são! São tão ou mais pesados que metálicos, sabe-se lá porque cargas d´água!), para dentro do quarto. Mais um ponto a favor dos cases metálicos.

Estas, apenas algumas das razões pelas quais nós, particularmente, preferimos cases metálicos, e substituímos todos os plásticos originais que estavam em nossa frota de motos pelos metálicos da Idea-Pro, depois de muito pesquisar. Além de muito parecidos com os da BMW, são soldados (e não rebitados como os BMW), o que faz com que mesmo em caso de queda feia, não se "abram", ao contrário do que pode ocorrer com os da BMW, que, no mínimo, vai fazer com que não mais sejam impermeáveis (a água vai entrar pelo espaço do amassado que ficou entre os rebites, se não forem arrancados).

Existem outras opções mais em conta? Claro que existem! Assim como existe BMW e existe Shineray...

Fora a qualidade, os cases da Idea-Pro são MAIS acessíveis que muitos cases plásticos! Pode conferir diretamente com o fabricante e se surpreender com o orçamento!

E você? Vai optar por quais cases?

Até breve!


Crédito das fotos:
1 e 5 - Idea-Pro
2,3 e 4 - google images



Na  A&K Motorcycle Rentals equipamos nossas motos exclusivamente com cases metálicos da Idea Pro. Além de serem esteticamente muito bonitos, são extremamente robustos e resistentes, encaixando-se com perfeição em nossas BMWs GSs.
E como nossos clientes sabem bem, nossa preocupação primordial é entregar produtos com máxima excelência nas motos a serem locadas, sem nenhum custo adicional para os mesmos. 

Comprando moto usada? Dicas para não cair numa fria! Parte 02 - Final

Como falamos no POST ANTERIOR, ao se pretender comprar uma moto usada, diversos questionamentos devem ser feitos, sendo os principais se a moto foi bem cuidada, fez revisões, não teve queda, está com motor bom e componentes em funcionamento regular, se não foi lavada com produtos químicos, se não foi "maquiada", se está com tudo original com relação e pneus bons e se não tem pendências financeiras ou de trânsito.



Começando pelas pendências financeiras ou de trânsito, o procedimento é bastante simples, bastando com o número do renavam e placa do veículo que você irá adquirir, lançar os mesmos no site do DETRAN de seu Estado. Lá constará se o veículo não tem multas e quem o real proprietário do mesmo, bem como se está alienada à financeira ou algo do tipo. Logicamente, é de bom tom pedir cópia do documento da moto apenas DEPOIS que você for ver a moto. Certifique-se antes com o proprietário se há pendências e, apenas SE FOR FECHAR NEGÓCIO veja a regularidade da documentação.

Verificar a relação e pneus é um item importante porque irá denunciar qual o cuidado que o proprietário tinha com sua moto. Pneus carecas, nesse ponto, depõem totalmente contra o proprietário. No mínimo está a economizar alguns trocos até mesmo na hora da troca/venda e mostra que o piloto em questão não se preocupa sequer com a própria segurança. Porque se preocuparia com a moto? Idem quanto a relação/corrente. Se está seca, com dentes "pontudos", se falta lubrificação, enferrujada e/ou no limite de esticada, um ponto a menos. Pode oferecer algumas centenas de reais a menos, pois você terá de trocar também a mesma. Neste ponto, relações não originais ou de qualidade, sobretudo em motos grandes, é motivo de igual preocupação. Correntes DID ou REGINA em motos de alta cilindrada e performance vão bem enquanto "paralelas". Outras, nem pensar! Idem quanto ao pinhão e correia. Tire o excesso de graxa se precisar e veja a inscrição na mesma. Se a moto tem cavalete central, já aproveite, coloque a moto sobre o mesmo e gire a roda traseira. É a melhor forma de se ver o estado real do conjunto de relação.

A originalidade das peças você verifica também visulamente, valendo para tudo. Desconfie de guidons, ponteiras, piscas, manetes, faróis e outras "personalizações" que não fazem parte da moto enquanto original. Claro, existem certos equipamentos que VALORIZAM a moto, como uma Akrapovik em uma superesportiva, manetes Pazzo, retrovisores Orion, em uma S1000RR, etc., desde que o proprietário tenha apenas trocado e tenha as peças originais. Se não tiver as peças originais, não compre a moto! É um forte indicativo de que a moto sofreu queda. É preferível que lhe mostre um manete um pouco ralado, uma ponteira riscada, do que diga que "vendeu" a mesma ou algo do tipo, escondendo, talvez, um acidente feio que pode ter comprometido a moto como um todo. 

Motos "maquiadas" na hora de vender, são outro grande problema! Podem esconder defeitos graves das mesmas, como peças (plásticos) ressecadas, arranhadas, quebradas, muito velhas, etc. Claro, nada contra uma moto bem lavada, limpa, pois isso demontra a preocupação do proprietário com sua máquina. Serão raros aqueles que, tendo uma moto em boas condições, não irão se preocupar com a limpeza das sujidades da mesma na hora de vender. Mas "pinturas", excesso de "brilho" e ou produtos químicos, como silicone que chega a deixar as peças plásticas da moto escorregadia, são ponto de atenção. Aliás, com tanta química assim, será que não é hábito a lavagem da mesma com produtos químicos? 

É da limpeza em demasia da mesma que você poderá ver se utilizava-se produtos químicos demais na hora da lavagem. Estes, quando não bem retirados, mais prejuízo trazem do que benefício. É preferível alguma sujeira, uma mancha de barro mal tirada do que usar química que fatalmente irá enferrujar a moto mais cedo ou mais tarde. Verifique sobretudo os raios das rodas (aproveite para ver como estão as pastilhas de freio), assim como pontos de "juntas", estado geral de todo cano de escapamento, parafusos de suporte de placa (podem indicar a ferrugem precoce), ponto de fixação das pedaleiras e do frame trazeiro, partes baixas do motor e "engates" das suspensões entre outros pontos normalmente mais "sensíveis" a ferrugem. Se esta não condiz com o ano e quilometragem da moto, desconfie. Pode ser um indício de que a moto era lavada com muito produto químico, do tipo "solupan", que, apesar de limpar bem em um primeiro momento, num segundo é altamente "destrutivo" das partes metálicas da moto, sobretudo aquelas que você não vê! A melhor lavagem - por pior que seja - é sempre a feita pelo proprietário. Se é ele que comprovadamente lava sua moto (e na garagem vc vai ver esponja, balde, xampu de carro, etc., ponto para ele!!!

Ao verificar isso, também veja o funcionamento correto dos componentes em geral, como freios, suspensões, rolamentos, etc. Se puder levantar as rodas da moto do chão e girá-las, tanto melhor. Veja se os rolamentos estão firmes, se os cabos estão funcionando bem, se os freios estão freiando, luzes (alta, baixa, de freio, etc.), piscas, painel, etc., tudo deve estar absolutamente em ordem por mais "velha" que seja a moto. Aliás, ponto de atenção para você sempre lembrar ao ir ver uma moto usada para compra:  moto antiga é uma coisa... Velha é outra completamente diferente! 

O motor é talvez um dos pontos mais críticos e que, pela mesma razão, requer atenção redobrada.
Qualquer barulho esquisito, qualquer fumaça saindo pelo escapamento, batidas metálicas do tipo "tic-tic-tic", fuja!!! É claro que alguns motores não funcionam tão redondos quanto outros. Num boxer da BMW por exemplo, principalmente enquanto este frio, você pode ouvir algum som metálico. Mas se esquentar e continuar, bom sinal não é. Já um "4 em linha" de uma superesportiva, tem de ronronar em lenta, e ao torcer o cabo (torça rápido e solte de onde está), deve responder na subida e não "pipocar" na descida, também não soltando nenhuma fumaça (fumaça é sinal de que o motor está queimando óleo, e, portanto, desgastado, precisando retífica, o que em geral é bem caro!). Motores monocilíndricos em geral são mais barulhentos, mas nada que não seja "normal". Se desconfiar de qualquer som, diga "muito obrigado" e caia fora. Nada justifica uma "batida de pino" e nem um motor "embrulhando" ou fazendo a bateria de uma escola de samba.

Outro ponto que preocupa 11 em cada 10 compradores de motos usadas é saber se a moto teve queda. Aqui, também bastante atenção. Uma moto "tombar" é algo completamente normal de acontecer dentro de uma garagem, na rua, ao lavar, por "faltar pé", etc. e isso, se não houverem danos maiores à moto, não deve assustar. Agora, cair, acidente mesmo, aí sim é diferente! Verificar a não ocorrência de quedas é a principal razão para o proprietário aquele que falamos antes, que "personalizou" sua moto, manter originais de ponteiras de escape, manetes, pedaleiras, piscas e outros acessórios eventualmente trocados/personalizados. São estas partes das motos as que primeiro entram em contato com o solo em caso de quedas. Em geral, arranhões leves indicam tombamento. Arranhões profundos, queda. Aproveite para verificar o estado das bengalas, se não estão muito marcadas, "pontilhadas". Nem pense em adquirir uma moto com bengalas pintadas! Podem ter empenado e ter sido endireitadas... A moto nunca mais será a mesma!

Quanto as revisões, estão no manual da moto. Verifique se este está carimbado pela concessionária da marca. Mas e se a moto é muito antiga e não tem mais manual? Como saber se foi feita alguma revisão? Simples... Pergunte QUEM faz a manutenção da moto do proprietário! Até porque, no caso de motos antigas, o melhor é que você continue levando no mesmo mecânico, que já conhece a moto. Aliás, este mesmo, poderá lhe dar alguma referência melhor da moto, o que fez nela, se já retificou o motor, o que já trocou e inúmeros outros detalhes, desde que, lógico, não esteja de combinação com o proprietário e/ou não seja o próprio mecânico quem está intermediando o negócio. Nesse ponto, inclusive, tanto melhor dispensar intermediários. Se vai comprar moto usada, procure nas concessionárias pelas mesmas, ainda que sejam um pouco mais caras. Preferível pagar um pouquinho a mais do que gastar ali adiante muito a mais!


Depois de todas estas avaliações, você já pode concluir se a moto foi bem cuidada. Cuidado para não ficar somente na primeira impressão! Cuidado com o "amor à primeira vista". Cuidado com pontos de ferrugem, pendências, e maquiagens em excesso. Cuidado com arranhados e "personalizações". Na dúvida, não compre. Pesquise mais e aguarde a próxima.

Mas não deixe, nunca, de ter sua moto!


Nova ou usada, sua ou alugada, o importante sempre é motocar!

E você? Vai de nova ou usada?

Até breve!

Crédito das fotos: 
1 a 6 - google images
7 - Louisville Pitaluga (em primeiro plano Jesus Hatae com uma das motos da A&K Motorctlce Rentals. Em segundo, Jens Ficker com moto própria e outra da A&K ao fundo).






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Conte conosco na sua próxima viagem!


 


 




terça-feira, 3 de junho de 2014

Comprando moto usada? Dicas para não cair numa fria! Parte 01

Quando se fala em adquirir uma moto ou qualquer outro veículo, usados são sempre uma controvérsia, ainda mais nos dias atuais, onde um veículo zero quilômetro pode facilmente ser financiado. Assim, enquanto alguns se perguntam "Por que comprar uma moto usada?" outros vivem se questionando do "Por que comprar uma moto nova?".



Mas, afinal, qual a vantagem em comprar uma moto usada? E quais as vantagens de uma nova? Existe "risco" em se comprar uma moto usada? E se for nova? Os "riscos" desaparecem? 

É sobre isso que vamos falar hoje.

De plano, qualquer um sabe: uma moto, como demais veículos, ao sair da concessionária, já desvaloriza "automaticamente" 10%. Então, para todos os efeitos, se você for comprar, por exemplo, uma F800GS, cujo valor de tabela é R$ 43.350,00, ao tirar a roda da frente de lá já estará a mesma valendo apenas R$ 39.015,00. E não importa se você vai, logo na sequência, gastar mais R$ 1.500,00 entre emplacamento, DPVAT e IPVA! Dificilmente vai retomar o valor. E aliás, é aqui que a conta começa a "ficar boa" para quem não se importa em ter uma moto em estado de nova com alguns poucos quilômetros bem rodados.

Se são R$ 43.350,00, já são mais 3% de IPVA e uns R$ 300,00 de taxas de emplacamento. Mais R$ 50,00 para a confecção da placa, e a sua moto, nova, já está em R$ 45.000,00.

Para uma usada, com baixa quilometragem, digamos a mesma F800GS 2014, se encontra algumas com pouco mais - ou menos - de 10000km rodados (o que não é nada para esse tipo de moto) desde R$ 35.000,00 (com muita sorte!) até uns R$ 37.000,00 a R$ 39.000,00 as mais caras, com estes últimos proprietários alegando que o IPVA já está pago, já está emplacada, a revisão dos 10.000km já está feita. O que não deixa de ser verdade, pois aqueles R$ 45.000,00 do comprador da moto nova já estarão em R$ 46.500,00 aproximadamente por conta de um jogo de pneus trocados, uma revisão de 1000km e outra aos 10.000km... E aí o potencial comprador da moto usada, já brilha os olhos, pois está a fazer de plano uma economia de R$ 10.000,00 ou mais, para uma moto muitas vezes de mesmo ano da que ia tirar na concessionária ou no máximo do ano passado sem nenhuma alteração no modelo (às vezes nem a cor não altera)! E quem sabe até já equipada com alguns acessórios caros como protetor de motor, suporte de malas e outros itens.

Então, porque todo mundo não compra usada?

Primeiramente porque o brasileiro, ao contrário do europeu, de forma geral tem uma cultura de pretenso "rico", de "ostentação". Não se preocupa muito com o futuro, gasta hoje o que tem e o que não tem, valendo-se até mesmo de financiamentos. Quer invariavelmente ter o carro e a moto último modelo na garagem, ainda que seja para usá-la apenas uma vez ao ano em uma motoaventura, como se a usada de nada valesse ou não pudesse "quebrar" em uma longa viagem. A maior prova dessa assertiva é ver europeus viajando não raro em "antigas" R1150GS ou até R1100GS, para não ir mais além e falarmos nos que viajam em R100GS ou até 80...


 
Mas não satisfeitos, vem os defensores da compra apenas de motos novas com um monte de alegações:

"- Porque para nova tem financiamento!"
Ok, ok, ok. Mas para usadas sem pendências financeiras agora TAMBÉM tem! Então essa desculpa não vale!

"- Porque as novas não tem defeito que a usada pode ter!"
Hein? Não. Não serve. Uma moto com algum defeito de fabricação, normalmente "mostra" tal defeito nos primeiros 10.000km. Então, nesse ponto, seria muito mais "sábio" comprar uma moto que JÁ deu o defeito que tinha de dar e já foi consertada quanto a isto.

"- Porque a usada pode ter sido "sinistrada"!" 
Como? Ora! Você pode, com o RENAVAM e placa da moto que pretende adquirir, consultar seu corretor de seguros! Ele vai poder lhe dizer se a mesma já teve algum sinistro.

Você está vencendo, poderá me dizer. Mas agora vão algumas perguntas que decidem tudo:
"-Como vou saber, afinal, se:


- a moto foi bem cuidada?
- a moto fez as revisões?
- a moto não teve quedas?
- a moto não está com o motor ruim?
- a moto não está com componentes muito gastos?
- a moto tem todos seus comandos funcionando bem?
- a moto não foi lavada com produto químico ou "maquiada"? 
- a moto não tem pendências?
- os acessórios que estão na moto são originais?
- os pneus que estão na moto estão bons?
- o conjunto de relação não está na hora de trocar?"

São muitas as perguntas. Para respondê-las, invariavelmente você terá de ver a moto pessoalmente, verificando alguns detalhes da mesma. Sim! É possivel ver se a moto nunca caiu, se fez todas as revisões, se está com o motor bom, se os componentes estão em ordem e com todos seus comandos funcionando, sem pendências, cofm acessórios originais, com pneus em bom estado, o quanto ainda irá durar a relação e, pasme!, até mesmo COMO a moto foi até então lavada, se usado produto químico ou não! 

Claro, em se tratando de comprar uma moto usada ou nova e o que se deve cuidar ao comprar uma usada, é assunto que renderia um livro, considerando-se, ainda, que cada moto tem suas peculiaridades. Mas existem "pontos chaves" em uma moto a serem observados.

Neste post tratamos basicamente da questão de valores a fim de verificar se economicamente pode-se pensar em uma moto usada. A resposta como vimos, é: SIM! Em nosso próximo post, veremos, detalhadamente os "pontos chaves" a se verificar se o futuro proprietário opta por uma usada.

Até breve!


Crédito das fotos:
2, 3 e 4 - Google images
1, 5, 6 e 7 - A&K Motorcycle Rentals 



Na A&K Motorcycle Rentals periodicamente renovamos nossa frota para contar sempre com motos novas à disposição dos nossos clientes. Em contrapartida, àqueles que buscam por uma moto usada com garantia de procedência para uma motoaventura podem encontrar semi-novas conosco em excelentes condições, totalmente equipadas ou como de fábrica. Afinal, nossa paixão é o motociclismo. Nossa missão, a satisfação de todos nossos amigos clientes.